Matéria Lecionada em aula


Inacabamento biológico

O inacabamento biológico é uma característica importante do Ser Humano que está ligado com a história da evolução humana.

Os Seres Humanos nascem biologicamente "incompletos", o que quer dizer que, os sistemas vitais ainda estão desenvolvimento e sem mecanismos de defesa totalmente formados. Esta condição está relacionada com "bipedismo", que alterou a estrutura do corpo humano, principalmente, a pélvis das mulheres, tornando o parto mais difícil. Por isso, a seleção natural favoreceu os nascimentos mais precoces, quando o cérebro e a cabeça do bebé ainda são menores, permitindo partos mais seguros, o que levou a diminuição de mortes durante o parto.

Apesar de parecer uma desvantagem, o inacabamento biológico trouxe grandes benefícios evolutivos. Como por exemplo, os bebés humanos nascem dependentes e imaturos, tornam-se muito mais receptivos aos estímulos do meio e capazes de aprender e adaptar-se ao longo da vida. 

Por outro lado,  os outros animais são diferentes, o comportamento é mais fixo e determinado por um programa genético fechado, os seres humanos possuem um programa genético aberto, que permite grande flexibilidade e capacidade de aprendizagem.

Assim, o inacabamento biológico é uma das principais vantagens da espécie humana, pois possibilita desenvolver competências complexas, como a linguagem, o raciocínio e a vida em sociedade.

 Concluindo, nascemos "incompletos", mas essa fragilidade inicial é o que nos torna uma espécie altamente adaptável e criativa.


2º Parte do Diário 

As emoções

  • O que são as emoções:

Aprendi que as emoções são reações corporais automáticas e involuntárias que mostram agrado ou desagrado perante situações. São essenciais para a vida humana e ajudam-nos a comunicar e a tomar decisões.

  • Características das emoções:

• Intensidade: podem ser mais fortes ou mais fracas;

• Duração: são passageiras;

• Polaridade: podem ser positivas ou negativas;

• Expressividade: manifestam-se no corpo (gestos, expressões, entre outras coisas.);

• Versatilidade: aparecem e desaparecem rapidamente.

  • Funções das emoções:

Aprendi que as emoções são importantes porque:

• preparam-nos para agir rapidamente;

• influenciam o nosso comportamento;

• ajudam na comunicação com os outros.

  • Componentes das emoções:

Aprendi que as emoções têm três componentes principais:

• Biológica: alterações no corpo (batimento cardíaco, suor, etc.);

• Cognitiva: interpretação da situação pelo cérebro;

• Comportamental: forma como reagimos (expressões, ações).

  • Emoções primárias e secundárias:

As emoções primárias são inatas, ou seja, nascem connosco e são universais, todas as pessoas, independentemente da cultura, conseguem reconhecê-las.

 Exemplos: a alegria, a tristeza, o medo, a raiva, a surpresa e o nojo. 

Estas emoções são automáticas, rápidas e têm uma função importante na sobrevivência, pois ajudam-nos a reagir imediatamente a situações do ambiente em que estamos inseridos.

Já as emoções secundárias são aprendidas ao longo da vida, através da educação, da cultura e das relações sociais. 

Exemplos: a vergonha, a culpa, o orgulho ou o ciúme.

 Estas emoções envolvem mais pensamento e reflexão, porque dependem da forma como interpretamos as situações e das regras sociais que aprendemos.

  • Razão e emoção:

Aprendi que razão e emoção não estão separadas. As emoções ajudam no raciocínio e na tomada de decisões. Sem emoções, seria difícil decidir corretamente.

Durante muito tempo, acreditou-se que a razão era superior e que as emoções atrapalhavam o pensamento. No entanto, aprendi que as emoções são fundamentais para tomar decisões, orientar o comportamento e dar sentido às nossas escolhas.

A razão permite-nos pensar, analisar e refletir, enquanto a emoção dá valor às situações, ajudando-nos a perceber o que é importante para nós. Sem as emoções, as decisões seriam frias e difíceis, porque não teríamos critérios para escolher.

Os estudos de casos como o de Phineas Gage e Elliot permitem-nos incluir isso mesmo: apesar de manterem capacidades racionais, tinham dificuldades em tomar decisões adequadas devido a alterações emocionais.

  • Inteligência emocional:

    Aprendi que a inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, assim como perceber e respeitar as emoções dos outros. Esta capacidade é fundamental no dia a dia, tanto nas relações pessoais como nas decisões que tomamos.

    Aprendi que a inteligência emocional envolve várias competências:

    • Autoconsciência: reconhecer o que estamos a sentir;

    • Autocontrolo: saber gerir as emoções, ou seja, não agir impulsivamente;

    • Motivação: usar as emoções para atingir objetivos;

    • Empatia: compreender os sentimentos dos outros.


Sentimentos

Os sentimentos são mais duradouros e conscientes do que as emoções. São experiências internas, menos intensas, mas mais estáveis ao longo do tempo.

Enquanto as emoções são reações imediatas, os sentimentos resultam da reflexão sobre essas emoções. Por exemplo, posso sentir uma emoção de tristeza num momento, mas o sentimento pode transformar-se numa tristeza mais prolongada ou até em saudade.

Os sentimentos têm várias características importantes:

• são mais estáveis e duradouros;

• são internos e menos visíveis;

• envolvem consciência e reflexão;

• influenciam a nossa forma de ver o mundo.



Afetos

Os afetos estão presentes em todas as nossas relações com pessoas, objetos e situações  e ajudam-nos a tomar decisões perante aquilo que nos acontece. Sem os afetos, seria muito difícil viver, porque não teríamos preferências, nem nos importaríamos com nada.

Além disso, os afetos:

• orientam o nosso comportamento;

• influenciam as nossas escolhas;

• estão na origem das emoções e dos sentimentos.


Casos de Phineas Gage e Elliot

  • Caso de Phineas Gage:

Phineas Gage foi um trabalhador que sofreu um acidente grave: uma barra de ferro atravessou o seu cérebro, atingindo a zona do lobo frontal. Surpreendentemente, ele sobreviveu, mas a sua personalidade mudou completamente. Antes do acidente, era responsável, equilibrado e trabalhador. Depois, tornou-se impulsivo, irresponsável e incapaz de tomar decisões adequadas.

  • Caso de Elliot:

Já Elliot foi um paciente estudado pelo neurologista António Damásio. Após uma cirurgia ao cérebro, devido a um tumor, sofreu danos numa zona semelhante à de Phineas Gage.Depois da operação, Elliot parecia normal em termos de inteligência: falava bem, raciocinava corretamente e tinha memória intacta. No entanto, tinha grande dificuldade em tomar decisões simples no dia a dia. Isso acontecia porque perdeu a capacidade de associar emoções às decisões. Ele analisava tudo de forma extremamente racional, mas sem conseguir escolher.

Concluindo, os casos de Phineas Gage e Elliot mostram que o cérebro tem um papel fundamental na relação entre as emoções e a razão. Apesar de ambos manterem capacidades intelectuais normais, sofreram alterações nas emoções devido a lesões cerebrais, o que afetou o seu comportamento e a capacidade de tomar decisões.

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